Por: bit.ly/1TXDLHY

Entenda como eles limpam, refrigeram e previnem a corrosão das peças.

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A maioria dos donos de veículos acredita que a principal função do óleo lubrificante seja a de reduzir o atrito entre duas peças. E estão certos por pensar assim. Porém, o lubrificante automotivo também assume outras funções que ajudam e muito o motor do seu carro.

Quer um exemplo da diferença que o óleo lubrificante pode gerar em uma peça? Confira a imagem abaixo:

Por que lubrificar

Não há muitas dificuldades para o momento da escolha do lubrificante ideal, mas para acertar na compra é preciso inicialmente saber as outras funções deste importante aliado na conservação do seu veículo.

O óleo lubrificante vai ser o responsável pela “limpeza” do motor. Para garantir esse processo, ele recolhe os fragmentos que são expirados no processo de combustão. Além disso, refrigera o motor com um método de transferência de calor e previne a corrosão das peças, evitando a entrada de resíduos que porventura poderiam contaminá-las.

Agora que você já “viu” a diferença que este item pode trazer para o motor do seu veículo, fique por dentro de qual lubrificante é o mais adequado e como você deve utilizá-lo.

Classificação

Apesar da diversidade de óleos lubrificantes que existem no mercado, todos eles obedecem a uma classificação previamente estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE).

O principal critério analisado pela SAE é quanto à viscosidade, que é uma propriedade dos fluidos, responsável por sua resistência ao escoamento.

Ela está relacionada à dificuldade com que o óleo escorre. Se ele for mais grosso (mais viscoso), escorrerá com mais dificuldade. Nesse caso, maior será sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis. Os níveis de viscosidade não são constantes e variam conforme a temperatura. Se o motor estiver mais quente, menor será a viscosidade.

Cada montadora e fabricante define o próprio grau de viscosidade do óleo a ser utilizado no veículo, mas a SAE já os classifica de duas maneiras:

VERÃO (do inglês Summer) – cuja viscosidade é medida a altas temperaturas (SAE 20, SAE 30, SAE 40, SAE 50 e SAE 60).

Os lubrificantes do tipo verão, mesmo em altas temperaturas, não permitem o rompimento da película lubrificante. Na medida em que esquenta, menos viscoso ele fica.

INVERNO (do inglês Winter) – com viscosidade medida a baixas temperaturas (SAE 0W, SAE 5W, SAE 10W, SAE 15W, SAE 20W e SAE 25W).

Permite rápida e fácil movimentação, tanto do mecanismo quanto do próprio óleo, mesmo em baixas temperaturas.

MULTIVISCOSOS – são aqueles que atendem a essas duas exigências.

Portanto, fique atento aos números localizados nas embalagens dos óleos lubrificantes automotivos, que se baseiam na viscosidade dos óleos a 100°C, apresentando duas escalas:

  • 0W até 25W – Escala de baixa temperatura
  • 25W até 60W – Escala de alta temperatura

Óleo lubrificante do motor

Tipos

Além da viscosidade, deve-se ficar atento aos tipos de óleos lubrificantes. Quem os define é a Agência Nacional do Petróleo e eles podem ser minerais ou sintéticos, a depender da forma como são obtidos.

Óleos minerais – são resultantes da separação de componentes do petróleo. Possuem uma maior diversidade de compostos. Podem ser de base parafínica, naftênica ou mista.

Óleos sintéticos – são produzidos a partir de uma reação química. Por conta desse fator, permitem maior controle na fabricação e podem ser mais puros. O custo é mais elevado. Os sintéticos são classificados em:

  • Hidrocarbonetos
  • Poliolésteres
  • Diésteres
  • Silicone
  • Poliésteres Perfluorados
  • Fluor e fluorclorocarbonos

Óleos semi-sintéticos – formados por minerais e por reações químicas dos óleos sintéticos. A idéia é capitalizar o que há de melhor em cada um dos tipos. Mas, fiquem atentos. Uma super dica da maioria dos especialistas é que não se faça mistura entre os minerais e sintéticos, principalmente de fabricantes diferentes, pois o desempenho pode acabar comprometido no aspecto da aditivação, podendo gerar depósitos.

Na prática

Agora que você já sabe o que é viscosidade e ficou por dentro dos tipos de óleos lubrificantes… Qual seria o ideal para o seu veículo?

A primeira ação é confirmar, no manual do proprietário, qual o tipo de óleo indicado pela montadora. O uso inadequado pode trazer problemas, além de reduzir a vida útil dos componentes. Se você utilizar, por exemplo, um lubrificante mais fino do que o recomendado ele pode formar uma camada que não impedirá o atrito entre as peças. Se for o contrário, com o uso de um óleo mais grosso, mais energia será demandada da bomba de óleo. O que vai gerar mais consumo de combustível e desgaste dos componentes que ficaram “descobertos” nesse intervalo.

A recomendação da montadora é importante porque vai corresponder à aprovação e ao nível de desempenho que o lubrificante deve apresentar.

No Manual do Proprietário, a fábrica também menciona a viscosidade e o tipo de serviço, sendo que este último pode vir em duas classificações: S ou C.

S: deriva de spark, que significa centelha ou faísca em inglês. É o tipo de lubrificante usado em motores a álcool e gasolina.

C: destinado a motores a diesel. A origem da palavra compression (compressão), em referência ao motor a diesel.

E você também já deve ter ouvido falar dos aditivos, que acrescentados ao lubrificante podem melhorar seu desempenho, especialmente quando há mais demandas por parte do motor do veículo. De forma geral, os aditivos mais comuns são os anti-corrosivos, antiespumantes e detergentes.

Funcionamento óleo motor

Dúvidas frequentes

Algumas dúvidas mais frequentes entre os consumidores dizem respeito à durabilidade do óleo lubrificante e tipo mais eficaz a ser utilizado. Confira.

Mineral ou sintético?

Alguns mecânicos e estudiosos do assunto afirmam que o óleo sintético só deve ser utilizado em regiões que garantam o controle de qualidade da gasolina. Outros também defendem que o óleo sintético é mais apropriado para veículos de alta performance, por gerar estabilidade. Se utilizada uma gasolina de qualidade duvidosa, pode gerar substâncias que tiram a efetividade da estabilidade, diminuindo a lubrificação.

Mas, o principal alerta deixado por quem entende do assunto é que o consumidor deve seguir o que orienta o manual do veículo. Podem ser escolhidas marcas diferenciadas, mas nunca o tipo do lubrificante deve ser diferente do recomendado.

Entre semi-sintético e o mineral, a eficiência não tem muita variação, sendo que o semi-sintético é um pouco mais caro.

Quando trocar?

Em média, a durabilidade do óleo lubrificante chega a 5 ou 6 mil quilômetros. Se você usa o tipo sintético, dobre essa média. Já os semi-sintéticos ficam em processo intermediário.

Os de base mineral, com metade da vida útil dos produzidos a partir de químicos, tornam-se mais baratos.

Como verificar o nível do óleo?

Para observar o nível de lubrificante, verifique no manual do seu veículo em que local encontra-se a vareta medidora. Em seguida, observe que o nível de óleo deve estar sempre entre as marcas de máximo e mínimo da vareta. São essas marcas que vão garantir que a bomba de óleo fique em boas condições de fazer a captação do fluido, levando-o às partes superiores dos cilindros e câmaras de combustão.

Se esses procedimentos não forem observados, corre-se o risco de futuros prejuízos para o motor, decorrentes da carbonização excessiva ou até perda de rendimento.

Passo a passo:

  1. Retire a vareta de óleo;
  2. Faça a limpeza do instrumento com um pano;
  3. Coloque-o novamente no local de onde saiu, retire e leia o nível;
  4. O nível deve estar entre as marcas de máximo e mínimo indicadas.

Vareta nível óleo

Vareta nível óleo

Após a troca de óleo, pode ser observada alguma reação diferente no veículo, a exemplo de ruídos. Se isso acontecer, provavelmente você utilizou um tipo de óleo inadequado. Outra dica muito importante é quanto ao fato de alguns motoristas completarem o óleo e não trocarem todo o conteúdo. Esse tipo de procedimento termina por contaminar o óleo mais recente.

Os especialistas recomendam que o nível do óleo deve ser verificado, no mínimo, uma vez por mês, preferencialmente com o motor frio.

Por dentro das siglas

Algumas entidades internacionais elaboram uma série de normas para a classificação dos lubrificantes, com base em testes específicos. Confira abaixo como a Lubrax explica a função de cada uma delas.

SAE – Society of Automotive Engineers

É a classificação mais antiga para lubrificantes automotivos, definindo faixas de viscosidade e não levando em conta os requisitos de desempenho.

Apresenta uma classificação para óleos de motor e outra específica para óleos de transmissão.

API – American Petroleum Institute

Grupo que elaborou, em conjunto com a ASTM (American Society for Testing and Materials), especificações que definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender.

Essas especificações funcionam como um guia para a escolha por parte do consumidor. Para carros de passeio, por exemplo, temos os níveis API SJ, SH, SG, etc…

O “S” desta sigla significa Service Station, e a outra letra define o desempenho. O primeiro nível foi o API SA, obsoleto há muito tempo, consistindo em um óleo mineral puro, sem qualquer aditivação.

Com a evolução dos motores, os óleos sofreram modificações, através da adição de aditivos, para atender às exigências dos fabricantes dos motores no que se refere à proteção contra desgaste e corrosão, redução de emissões e da formação de depósitos, etc..

No caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CG-4, CF-4, CF, CE, etc.

O “C” significa Commercial.

A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissão e engrenagens.

ACEA – Association des Constructeurs Européens de l´Automobile (antiga CCMC)

Classificação européia associam alguns testes da classificação API, ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes Benz, etc.) e ensaios de laboratório.

JASO – Japanese Automobile Standards Organization

Define especificação para a classificação de lubrificantes para motores a dois tempos (FA, FB e FC, em ordem crescente de desempenho).

NMMA – National Marine Manufacturers Association

Substituiu o antigo BIA (Boating Industry Association), classificando os óleos lubrificantes que satisfazem suas exigências com a sigla TC-W (Two Cycle Water), aplicável somente a motores de popa a dois tempos. Atualmente encontramos óleos nível TC-W3, pois os níveis anteriores estão em desuso.