Por: José Antonio Leme 

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Após a reabertura dos portos do País às importações, os brasileiros passaram a ter acesso a produtos mais modernos que ofereciam vantagens ante os rivais nacionais por preços competitivos. Trazido da Itália a partir de 1993, o Fiat Tipo logo se transformou em fenômeno de vendas, ficando atrás apenas de modelos nacionais, como o Volkswagen Gol e seu “irmão” Uno.

O sucesso foi tamanho que, em 1995, a marca começou a produzir o hatch aqui. Entre os destaques, o Tipo foi o primeiro modelo nacional com air bags.

A versão nacional aposentou os motores de 2 litros e o 1.6 importado e passou a utilizar o 1.6 8V a gasolina de 92 cv, o mesmo do Uno, que era importado da Argentina. Em relação ao italiano, com injeção monoponto, o portenho tinha 10 cv a mais graças ao sistema multiponto.

O Tipo era superior aos concorrentes por oferecer avanços como a suspensão independente, que lhe dava ótima dirigibilidade. Outros destaques eram seu peso em ordem de marcha, de pouco mais de uma tonelada, e o bagageiro com 420 litros.

Com o passar do tempo, o modelo começou a perder fôlego por causa da má fama do motor 2.0, considerado difícil de reparar – principalmente os com 16 válvulas –, e de uma sucessão de carros incendiados.

O defeito era no sistema de direção assistida. A mangueira de fluído hidráulico se rompia e o líquido vazava sobre o motor quente, causando incêndio.

O número de casos explodiu e, graças ao então recém-lançado Código de Defesa do Consumidor, os proprietários fundaram a Associação de Vítimas do Tipo. A repercussão das ações da Avitipo foi tão grande que as vendas do carro despencaram.

Em 1997, o hatch saiu de linha. Seu sucessor, Brava, só chegaria às lojas dois anos depois.

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