Lubrificante automotivo e suas variações

Lubrificante automotivo e suas variações

A primeira coisa que você precisa saber é diferenciar os três tipos de óleo presentes no mercado: mineral, sintético e semissintético.

Viscosidade dos óleos lubrificantes
                                                                       Viscosidade dos óleos lubrificantes

Fonte: Egu motors

Óleo Mineral 

O óleo lubrificante mineral é produzido a partir de uma combinação de óleos básicos minerais obtidos pelo processo de refino do petróleo e aditivos. É o tipo de lubrificante mais comum do mercado, utilizado desde os primórdios da evolução dos motores a gasolina e diesel.

Características:

  • mais barato;
  • atende as exigências de motores mais antigos;
  • menor durabilidade, fazendo com que sua troca seja mais frequente.

Óleo Sintético

óleo lubrificante sintético é produzido a partir de uma combinação de óleos básicos sintéticos e aditivos. Seu moderno processo de produção dá ao lubrificante sintético características mais robustas que os óleos minerais. Possui excelente performance em condições severas de uso, como o trânsito pesado das grandes cidades. É a melhor relação custo x benefício para os motores modernos rodando nas ruas e estradas do país.

Recapitulando:

  • maior durabilidade;
  • pode substituir óleos minerais e semissintéticos;
  • ideal para carros com motores modernos;
  • pode gerar economia de combustíveis (se forem de baixa viscosidade).

Óleo Semissintético

óleo lubrificante semissintético é elaborado por aditivos e pela mistura proporcional de óleos minerais e sintéticos, reunindo as melhores propriedades de cada tipo e barateando o custo. Esta categoria apresenta performance excelente juntos aos motores que temos no mercado.

Então:

  • preço intermediário, proporcionando boa relação custo/benefício;
  • durabilidade intermediária entre os lubrificantes minerais e os sintéticos;
  • podem gerar economia de combustíveis (se forem de baixa viscosidade).

Classificação API

API (American Petroleum Institute) é uma organização que estabelece os requisitos mínimos de desempenho para os óleos lubrificantes para motores, classificando-os em dois grupos:

  1. Lubrificantes para motores leves, casos de álcool, gasolina e GNV
  2. Lubrificantes para motores pesados, a base de Diesel

A classificação API é estabelecida de acordo com performance do lubrificante em vários testes, e fica determinada por um conjunto de 2 letras sempre apresentadas na embalagem.

A primeira letra sempre será S para lubrificantes de motores leves (gasolina, álcool e GNV), e C para lubrificantes para motores a diesel.

A segunda letra sempre se refere a severidade do lubrificante. Quanto maior a letra (seguindo a sequencia do alfabeto), mais robusto é o lubrificante. Para ficar fácil: um produto API SL é mais robusto que um SJ, que por sua vez não é tão robusto quanto um SM, e por aí vai.

Funciona da mesma maneira para veículos a Diesel. Lubrificantes CI-4 são mais desenvolvidos que um CH-4. Como você pode notar, o “I” vem depois do “H” no alfabeto. É especialmente importante você entender essa regra para não ter mais dúvidas e conseguir explicar ao cliente porque usar esse óleo em vez daquele.

Nos dois casos, é fundamental entender a recomendação do fabricante de cada veículo. Importante: não se deve usar classificação API anterior à recomendada.

Viscosidade

A viscosidade indica a fluidez do óleo a determinada temperatura. Um lubrificante flui com mais dificuldade no frio do que no calor. Quem define a viscosidade de cada óleo lubrificante é o grau SAE – criado pela Society of Automotive Engineers ou Sociedade dos Engenheiros Automotivos.

Quanto maior o grau SAE do óleo, maior a viscosidade. Portanto, um lubrificante SAE 40 é menos viscoso que um SAE 50.

A maioria dos carros trabalha com óleos multiviscosos. Eles têm a capacidade de se adequar às temperaturas da seguinte maneira: vamos pegar como exemplo um óleo lubrificante SAE 20W-50. Ele é fluido como um 20W quando a temperatura está baixa (na partida do motor) e tão viscoso quanto um SAE 50 em picos de calor no motor (carro em movimento).

Agora, digamos que o cliente está usando um óleo SAE 15W-40 indicado no manual do veículo. Não há problema em usar um lubrificante SAE 5W-40 ou 10W-40. Por outro lado, um SAE 20W-40 não serviria por ser viscoso demais no momento da partida e não conseguiria fluir para alcançar todos os pontos de lubrificação.

Da mesma forma, um SAE 15W-50 é muito viscoso e poderia prejudicar a economia de combustível e causar aumento de temperatura, resultando no envelhecimento precoce do lubrificante.

Siga o manual do proprietário do veículo para escolher o lubrificante automotivo ideal

Então, como saber qual a classificação API ou viscosidade SAE ideais para o carro do cliente? Pelo manual do proprietário. Essa é a melhor orientação possível. Além do nível de desempenho e da viscosidade, esse documento também se refere  às normas específicas de cada montadora que o óleo lubrificante deve atender. O que está escrito ali é a indicação feita após inúmeros testes e anos de pesquisa para o desenvolvimento de cada carro.

Se o cliente não tiver essa documentação em mãos, o carro for muito antigo ou as especificações estiverem desatualizadas, você deve usar os critérios que explicamos acima. Algumas perguntas básicas que você pode fazer:

  • Qual óleo você costuma usar?
  • Já teve problemas de borra no motor?
  • Com que frequência você usa o carro?
  • Quanto você pode pagar em um óleo lubrificante?

Um produto que resolva os problemas do cliente e cumpra o prometido é chave para que ele volte daqui a seis meses na sua troca de óleo.

fonte:https://blog.texaco.com.br/havoline/lubrificante-automotivo-ideal/

Sobre o Autor

admin administrator